MirlaCarvalho

Um momento…Instante, ausencia…

A casa livro

Arquivar em: Sem Categoria — Fevereiro 28, 2008 @ 12:32 pm

Esta sendo construida casa livro, onde será escrito a vida daquela familia.
Na sala, moveis rusticos dão o tom da simplicidade … O sofa,cadeira, mesa e tapete estão sendo colocados. As flores do vaso o perfume de jasmin no ar, a música tocando mosta que as pessoas estão vivas…

Abraço!

Arquivar em: Sem Categoria — Fevereiro 18, 2008 @ 2:31 pm

Já se comprovou que todos necessitamos
de contacto físico
para nos sentirmos bem,
e uma das formas
mais importantes
de contacto físico
é o abraço.

Quando nos tocamos e nos abraçamos, levamos vida
aos nossos sentidos e reafirmamos a confiança
nos nossos próprios sentimentos.
Algumas vezes NÃO encontramos as palavras adequadas
para expressar o que sentimos; o abraço é a melhor maneira.

Há vezes que não nos atrevemos
a dizer o que sentimos,
seja por timidez ou porque os sentimentos nos avassalam;
nesses casos pode-se contar com o idioma dos abraços.

Os abraços,
além de nos fazerem sentir bem,
empregam-se
para aliviar a dor,
a depressão e a ansiedade.
Provocam
alterações
fisiológicas positivas
em quem toca
e em quem é tocado.

Aumenta a vontade
de viver aos enfermos.

É importante saber
que:
Os abraços são necessários para o desenvolvimento,
manter-se são
e para crescer como pessoa.

O que nos dá um abraço?
PROTECÇÃO
O sentir-se protegido é importante para todos,
mas é-o mais para as crianças e mais velhos,
que frequentemente dependem do amor de quem os rodeia.
SEGURANÇA
Todos necessitamos de nos sentirmos seguros.
Se não o conseguimos, actuamos de forma ineficaz
e as nossas relações interpessoais declinam.
CONFIANÇA
A confiança faz-nos avançar
quando o medo se impõe
ao nosso desejo de participar com entusiasmo
em algum desafio da vida.
FORÇA
Quando transferimos a nossa energia com um abraço,
as nossas próprias forças aumentam.
SAÚDE
O contacto físico e o abraço partilham uma
energia vital
capaz de sanar ou aliviar enfermidades
AUTO - VALORIZAÇÃO
Através do abraço podemos transmitir uma mensagem de reconhecimento
do valor e excelência de cada indivíduo.
UM ABRAÇO
**** ***** ****
Faz e Diz Muitíssimo;
abraça o teu amigo,
abraça os teus entes queridos,
abraça as tuas crianças,
abraça o teu animal de estimação…

ABRAÇA-OS A TODOS!

“Carlos Drummond de Andrade

Arquivar em: Sem Categoria — Fevereiro 18, 2008 @ 9:51 am

Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.”

Fonte: http://www.astormentas.com/drummond.htm

A Bruxa

Arquivar em: Sem Categoria — Fevereiro 18, 2008 @ 9:50 am

A Bruxa
A Emil Farhat
Nesta cidade do Rio,
de dois milhões de habitantes,
estou sozinho no quarto,
estou sozinho na América.

Estarei mesmo sozinho?
Ainda há pouco um ruído
anunciou vida a meu lado.
Certo não é vida humana,
mas é vida. E sinto a bruxa
presa na zona de luz.

De dois milhões de habitantes!
E nem precisava tanto…
Precisava de um amigo,
desses calados, distantes,
que lêem verso de Horácio
mas secretamente influem
na vida, no amor, na carne.
Estou só, não tenho amigo,
e a essa hora tardia
como procurar amigo?

E nem precisava tanto.
Precisava de mulher
que entrasse nesse minuto,
recebesse este carinho,
salvasse do aniquilamento
um minuto e um carinho loucos
que tenho para oferecer.

Em dois milhões de habitantes,
quantas mulheres prováveis
interrogam-se no espelho
medindo o tempo perdido
até que venha a manhã
trazer leite, jornal e calma.
Porém a essa hora vazia
como descobrir mulher?

Esta cidade do Rio!
Tenho tanta palavra meiga,
conheço vozes de bichos,
sei os beijos mais violentos,
viajei, briguei, aprendi.
Estou cercado de olhos,
de mãos, afetos, procuras.
Mas se tento comunicar-me,
o que há é apenas a noite
e uma espantosa solidão.

Companheiros, escutai-me!
Essa presença agitada
querendo romper a noite
não é simplesmente a bruxa.
É antes a confidência
exalando-se de um homem.

Fonte:http://www.casadobruxo.com.br/poesia/c/bruxa.htm

Falado

Arquivar em: Sem Categoria — Fevereiro 18, 2008 @ 9:41 am

FALADO:
“Certos dias, o vento traz o teu cheiro
E eu me levanto da cama assustada
Lá pelas tantas da madrugada
Com um gosto amargo na boca
É, aquele amargo da saudade
Que perturba, tira o sono
E não passa, não passa.”

Pára, eu não vou suportar toda essa barra
Meu coração um dia desses pára
Preciso te ter essa noite não me importa a hora
Pra não enlouquecer.

Marca, aonde vou te ver, quem sabe no mesmo lugar
Aonde a gente ia sempre se amar
Repartindo o mesmo lençol
Sentindo a luz do sol tocando a alma
Será que é difícil entender?

Parece mágica, essa paixão me aquece em todas as estações
Não sei o que fazer
Parece mágica, nascemos um pro outro
A lua e o mar
O sol e o amanhecer
Nada conseguirá mudar
As nossas vidas já foram traçadas
Pra sempre eu serei a sua amada.
(Letra música calcinha Preta).

o Ser…

Arquivar em: Sem Categoria — Janeiro 23, 2008 @ 7:09 pm

Atualmente o individualismo esta presente nas mais diversas formas selvagens, violentas, conflitantes por racismos latentes e intermitentes, intransigencias religiosas, fanatismos emergentes. Impedindo assim de vivermos numa sociedade. A arte de forma-se é desafiante vem a ser um antidoto em tanto veneno…

Obrigado

Arquivar em: Sem Categoria — Janeiro 23, 2008 @ 5:38 pm

Aos que me dão lugar no bonde
e que conheço não sei de onde,

aos que me dizem terno adeus
sem que lhes saiba os nomes seus,

aos que me chamam de deputado
quando nem mesmo sou jurado,

aos que, de bons, se babam: mestre!
inda se escrevo o que não preste,

aos que me julgam primo-irmão
do rei da fava ou do Hindustão,

aos que me pensam milionário
se pego aumento de salário

- e aos que me negam cumprimento
sem o mais mínimo argumento,

aos que não sabem que eu existo,
até mesmo quando os assisto.

aos que me trancam sua cara
de carinho alérgica e avara,

aos que me tacham de ultrabeócia
a pretensão de vir da Escócia,

aos que vomitam (sic) meus poemas
nos mais simples vendo problemas,

aos que, sabendo-me mais pobre,
me negariam pano ou cobre

- eu agradeço humildemente
gesto assim vário e divergente,

graças ao qual, em dois minutos,
tal como o fumo dos charutos,

já subo aos céus, já volvo ao chão,
pois tudo e nada nada são.

Carlos Drummond de Andrade

http://www.casadobruxo.com.br/poesia/c/drumond39.htm

Hino do Rio Grande do Norte.

Arquivar em: Sem Categoria — Janeiro 23, 2008 @ 1:14 pm

Hino do estado do Rio Grande do Norte
Letra por dr. José Augusto Meira Dantas
Melodia por José Domingos Brandão
Hino oficializado pela lei estadual nº 2.161, de 3 de dezembro de 1957

Rio Grande do norte esplendente
Indomado guerreiro e gentil,
Nem tua alma domina o insolente,
Nem o alarde o teu peito viril!

Na vanguarda , na fúria da guerra
Já domaste o astuto holandês!
E nos pampas distantes quem erra,
Ninguém ousa afrontar - te outra vez!

Da tua alma nasceu Miguelinho,
Nós, como ele, nascemos também,
Do civismo no rude caminho,
Sua glória nos leva e sustém!

A tua alma transborda de glória!
No teu peito transborda o valor!
Nos arcanos revoltos da história
Potiguares é o povo senhor!

Foi de ti que o caminho encantado
Da Amazônia Caldeira encontrou,
Foi contigo o mistério escalado,
Foi por ti que o Brasil acordou!

Da conquista formaste a vanguarda,
Tua glória flutua em Belém!
Teu esforço o mistério inda guarda
Mas não pode negá-lo a ninguém!

É por ti que teus filhos descantam,
Nem te esquecem, distante, jamais!
Nem os bravos seus feitos suplantam
Nem teus filhos respeitam rivais!

Terra filha de sol deslumbrante,
És o peito da Pátria e de um mundo
A teus pés derramar trepidante,
Vem atlante o seu canto profundo!

Linda aurora que incende o teu seio,
Se recama florida e sem par,
Lembra uma harpa, é um salmo, um gorjeio,
Uma orquestra de luz sobre o mar!

Tuas noites profundas, tão belas,
Enchem a alma de funda emoção,
Quanto sonho na luz das estrelas,
Quanto adejo no teu coração

Obtido em “http://pt.wikisource.org/wiki/Hino_do_estado_do_Rio_Grande_do_Norte”

(Platão).

Arquivar em: Sem Categoria — Janeiro 23, 2008 @ 12:31 pm

“A educação dá ao corpo e á alma toda a beleza e perfeição de que são capazes”

O chapéu do meu avó.

Arquivar em: Sem Categoria — Janeiro 23, 2008 @ 12:23 pm

“Trata-se de uma busca em direção ao imaginário, no qual as personagens que ganham vida no palco vêem das brumas da memória coletada junto a operários de uma fábrica de chapéus em Campinas…”
(Antonio Cadengue, Festival de Rio Preto)
Chico, Dante e Rouca, três chapeleiros-cientistas aposentados, se reúnem na madrugada silenciosa de uma antiga fábrica com o objetivo de construir o “chapéu perfeito”, ajudados por um jovem aprendiz, Pao.
Sob o pretexto da “busca do chapéu perfeito”, diretor e atores criaram uma fábula cuja dramaturgia parte do real para construir um evento puramente teatral. Paixões, medos e ilusões presentes nas histórias de vida de operários de uma fábrica de chapéus, alguns aposentados e outros ainda em atividade, foram o ponto de partida para a criação de personagens aparentemente fantásticos e de uma história ainda em construção.
O encontro entre histórias reais e a pesquisa realizada pelo LUME resultou na criação de uma onírica fábrica de realidades emprestadas, preenchida pela memória do dia a dia de muitos chapeleiros

Ficha Técnica Topo
Criação e Atuação: Ana Cristina Colla, Jesser de Souza Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini
Criação e Direção: Norberto Presta
Assistência de Direção: Paula Ferrão e Lidiane Lobo
Trilha Sonora Original: Ivan Vilela

Fonte: Lume teatro.
http://www.lumeteatro.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=37&Itemid=58